ROTA DO MEL

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A Rota do Mel

Teve início em 2012 e é bem desenvolvida em todas as regiões brasileiras, apresenta grande potencial de gerar ocupação e renda é sustentável e com grande potencial de encadeamento produtivo. O presente documento apresenta um diagnóstico com bases em pesquisas de arquivos da cadeia produtiva e produtos das abelhas no país e no mundo, trazendo informações sobre o parque tecnológico industrial preços do mercado interno indicadores de comercio exterior, programas de fomento, bem como informações sobre o perfil socioeconômico da atividade, assim para subsidiar a construção da Rota do Mel no Brasil na etapa 2020/2021. Para a formação de dados foram tomados como base, arquivos, bibliografias e dados censitários prospectados do IBGE-Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Sistema de Comercio Exterior, disponibilizados pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, SECINT Secretaria Especial de Comercio Exterior e Assuntos Internacionais, vinculada nos dias atuais ao Ministério da Economia.

APICULTURA MUNDIAL

A apicultura mundial tem seu efeito possivelmente maior do que qualquer outro ramo da agricultura, as abelhas biodincadoras, polinizadoras confirmam ir além do que o oferecimento de seus produtos. Nas Américas a produção de mel é mais rica pela flora diversificada apresentando uma grande variedade de cores, sabores e textura em méis. Na América do norte pode se encontrar alta tecnologia, com grande utilidade para o manejo das abelhas, apicultura migratória para polinização, bem como para a produção dos produtos apícolas. Existem grupos de apicultores profissionais formando o que se conhece como “fazendeiros apícolas”, administrando cerca de 10 mil enxames e anualmente cruzam todo os Estados Unidos com um objetivo único, o de polinizar amoras, amêndoas, laranja dentre outros. Tais volumes levam fabricantes ou até mesmo o próprio apicultor desenvolver tecnologias que facilitem seus trabalhos com as abelhas, proporcionando aos mesmos, por exemplo, a completar a carga de um caminhão com centenas de colmeias em menos de 1 hora e com mínimo esforço físico. Na Europa também podem ser encontradas grandes indústria com tecnologias de ponta, como empilhadeiras esteiras, desumidificadores de mel, circuito de processamento para extração de mel e cera ao mesmo tempo. Na Ásia, principalmente na China, que lideram a produção mundial de geleia real, já tem sistematizado tecnologia de automação para transferência de larvas nesta modalidade produtiva. O rendimento médio do mel na maioria dos países americanos, varia individualmente de 18 a 36 quilos por colmeia e o rendimento médio nas melhores áreas para a apicultura pode ser 90, 135 ou até 180 quilos.

APICULTURA NO BRASIL

A apicultura é uma atividade em expansão em diversos países, e no Brasil vem experimentando um significativo crescimento da sua produção. Pelo potencial de geração de trabalho e renda que possui. Seu desenvolvimento de forma sustentada, pode constituir importante mecanismo de promoção econômico-social de amplos segmentos da população rural, que formam a maior parcela entre os trabalhadores dessa atividade. Além da melhoria da qualidade de vida dos produtores rurais, a apicultura contribui fortemente para disseminar a consciência ambiental, já que a disponibilidade de matéria-prima depende da vitalidade floral dos territórios onde é praticada. Conforme o relatório de inteligência competitiva do Sebrae (2018) já se pode projetar no Brasil cerca de 500 mil apicultores. A apicultura brasileira vem assumindo lugar de destaque, como um dos importantes agronegócios no cenário nacional e no mercado internacional. Os produtos apícolas brasileiros são desejados principalmente pela sua isenção de resíduos de tratamento de abelhas como os antibióticos e acaricidas; as abelhas africanizadas são altamente resistentes a doenças, portanto os tratamentos sanitários são dispensados no país. Outra questão favorável são as grandes extensões territoriais que o país possui, pela diversidade floral nos produtos e, finalmente, são ainda promissoras pela produção em zonas livres de defensivos agrícolas. A apicultura é uma das raras atividades pecuárias de baixo impacto ambiental; trata-se de uma atividade em sua grande maioria de inclusão social e de economia rural, sendo uma das cadeias que vem apresentando maior crescimento nos últimos anos. Estima-se que cada R$5.000,00 investidos na apicultura gerem 1 emprego ou ocupação, assim conforme pode se verificar é de fundamental importância que os investimentos e as políticas públicas sejam ainda mais incrementados, ao ponto que possibilite definitivamente sua profissionalização. A importância da apicultura brasileira vista como uma oportunidade atual no agronegócio se fundamenta nas seguintes premissas: 1. Possibilidades promissoras de elevação do volume de produção de mel a patamares várias vezes maiores do que o atual e principalmente a diversificação da Tipologia da origem floral; 2. O reconhecimento das propriedades farmacológicas, nutraceuticos e funcionais já comprovadas em alguns de seus produtos, como o caso da própolis verde e vermelha, que já ganharam mercado internacional; 11 3. A possibilidade de produção de grandes volumes e com constância do pólen apícola modalidade monofloral e polifloral, e que, certamente pelos mesmos motivos citados anteriormente, ganharão o mercado internacional; 4. A necessidade de polinização sistematizada para diversas culturas do agronegócio brasileiro. A organização que cuida da Apicultura e da Meliponicultura no Brasil é denominada Confederação Brasileira de Apicultura - CBA. Fundada em 28 de janeiro de 1968, na cidade de Porto Alegre, Rio Grande do Sul, é uma entidade sem fins lucrativos de âmbito nacional com finalidade de representar, coordenar, orientar e amparar as entidades de apicultura, filiadas e associadas, existentes no território brasileiro. Está filiada à Apimondia, que é a entidade máxima representativa do setor mundial. Entre os principais serviços da CBA estão a articulação dos interesses do setor junto aos órgãos técnicos e políticos; a orientação e apoio comercial ao setor, a seus produtos, a promoção de eventos e feiras, como o Congresso Nacional de Apicultura realizado a cada dois anos, o acompanhamento de trabalhos acadêmicos para melhorias no setor, o incentivo às pesquisas, e a emissão da Carteira Nacional de Apicultor. A CBA tem em sua constituição suas afiliadas representadas pelas 26 Federações das Associações Apícolas e Meliponícolas de cada Estado brasileiro e Distrito Federal. Mantém também uma Comissão Técnico Científica – CTC-CBA que se renova juntamente com as eleições de diretoria a cada 4 anos. Em 22 de maio de 2006, em Aracajú, Sergipe, deu-se a criação da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos Apícolas, a qual teve em 2011 seu nome alterado para Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Mel e Produtos das Abelhas, abrangendo também as abelhas sem ferrão. A entidade representativa tem auxiliado muito a organização Apícola e Meliponícolas brasileira. A Câmara é composta por 18 órgãos e entidades, e foi criada oficialmente com a edição da portaria de nº 293, de 01 de dezembro de 2006, publicado no DOU de 04 de dezembro de 2006. A Confederação Brasileira de Apicultura criou em 2014 a primeira Frente Parlamentar de Apicultura e Meliponicultura, estrutura constituída por 200 representantes eletivos do governo federal entre deputados federais e senadores, que é renovada a cada processo eleitoral em intervalos de 4 anos conforme legislação federal. Tal estrutura tem proporcionado celeridade em processos legislativos relativos à cadeia, além do desenvolvimento de políticas públicas e de programas nacionais para o Setor. 12 O Brasil, atualmente, está posicionado entre os 9 maiores produtores de mel do planeta oscilando seu ranking entre China, Estados Unidos, Argentina, México e Canadá, Nova Zelândia, Turquia, Alemanha. Os produtos das abelhas, bem como seus inúmeros sistemas de criação vive um momento impar no planeta, ganhando novos espaços em diversos setores produtivos. De repente, o que era uma pequena prateleira no mercado, acionada para dores de garganta e afins, reúne agora toda uma possibilidade gastronômica, cosméticas e farmacológicas.

 

1ª CONFERÊNCIA NACIONAL

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